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Gato do Mato: O Menor Felino Silvestre Brasileiro

Carlos Prudente
gato-do-mato-pequeno-notorna

Classe: Mammalia
Ordem: Carnívora
Família: Felidae
Gênero: Leopardus
Nome popular: Gato-do-mato-pequeno
Nome científico:Leopardus tigrinus
Distribuição geográfica: América Central e América do Sul
Habitat: Florestas
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: Gestação de 73 a 77 dias
Período de vida: Aproximadamente 13 anos



O gato-do-mato-pequeno, descrito por (Schreber, 1775) é o menor felino silvestre brasileiro, observando-o pela floresta parece uma onça-pintada em miniatura, seu tamanho varia entre 55 a 80 cm, incluindo o rabo que é longo, seu peso fica em torno de 1,5kg a 3kg. Sua distribuição geográfica estende-se do sul da Costa Rica ao norte da Argentina e é conhecido também pelos nomes de gato-do-mato-pintado, gato macambira, maracajá-í, palavra indígena, o fonema “i” na língua Tupi quer dizer pequeno. Quase sempre confundido com o gato maracajá, o qual é maior. De uma ninhada de pais pintados pode nascer filhotes malhados e outros negros, devido à presença de maior quantidade da melanina, como acontece com a onça-pintada. Hábil caçador, suas presas são os pequenos mamíferos, aves, ovos e insetos, capturados no chão ou nas árvores, é um excelente escalador. Habita as florestas, cerrado e caatinga.

gato-do-mato-pequeno

Pesquisa

Pesquisa Em 2009, seguindo por uma picada que atravessa à restinga e entra para a mata de encosta (Floresta ombrófila), cruzou em minha frente um gato-do-mato-pequeno, seguido por outro, me abaixei para melhor vê-los e tentar fotografar, mas a tentativa foi em vão. Ao retornar à picada, vejo outro seguindo rápido o rastro dos primeiros, estava tão determinado que não me percebera a poucos metros dele; ver é fácil, difícil é fotografar. Acredito que era uma fêmea no cio e os machos a perseguiam. Após esse encontro, coloquei-o na minha lista de pesquisa e com o decorrer do tempo vou atualizando o artigo. Tentando definir sua área de caça, descobri um de seus caminhos preferidos, seus rastros e restos de suas presas são constantes nesse local. Em uma manhã de maio de 2012 com forte cerração, avistei-o rapidamente por entre a vegetação orvalhada, e ao me perceber, escondeu-se como um corisco pela mata; estou perto de fotografá-lo! Contínuas buscas me levaram a essas magníficas imagens, de um Leopardus tigrinus, melânico (presença de maior quantidade da melanina) capturando um filhote de paca.