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Carlos Prudente

carlos prudente barco
 

O interesse pela fotografia começou em 1970, quando ganhei de meu pai uma câmera tipo caixão (Kapsa) que guardo até hoje.

O fascínio pela natureza é mais antigo. Conta minha mãe que, sempre que engatinhava para o jardim, encantava-me ao tocar nos tatuzinhos, Armadillidium vulgare. Eles se enrolavam e eu sorria.

Ficava admirado com as fotos nos livros que lia, queria fazer o mesmo, e meu entusiasmo aumentava em captar estes momentos. Adquiri também uma filmadora super 8 na troca com uma bicicleta. Nooossa!

Lendo um livro sobre técnicas de filmagem, nas ultimas páginas havia alguns tópicos sobre fotografia, que explicavam a respeito das regulagens, que até então desconhecia mas queria fotografar! Ah! Estou aprendendo até hoje!

Mas foi em um dos nossos acampamentos com amigos e família, de momentos com muita alegria, que a paixão ficou mais forte. Em uma noite estávamos ao redor da fogueira e queria captar aquele momento único, mas como? Lembrei o que lera sobre tempo de exposição e essa era a chave daquela foto. Sem tripé nem flash, coloquei a câmera sobre uma pedra e mantive o obturador aberto, calculei o tempo nos três fotogramas 6/9 e fotografei. Imaginem a expectativa de revelá-los! Quando recebi as fotos, foi grande a emoção ao constatar que a técnica dera certo. Uma delas (foto abaixo) me reportou a momentos inesquecíveis aquecidos pelo fogo e pelo calor da amizade, posso dizer que foi a minha primeira foto com técnica.

A fotografia de natureza é um dos segmentos mais difíceis nessa arte de escrever com luz. Mostrar a beleza da nossa fauna e flora, revelar os seus encantos, requer tempo, paciência e um novo olhar para esse jardim do mundo. Eu o chamo de nosso quintal. Gosto de fazer uma imagem bem elaborada, aproveitando uma atitude, um gesto ou uma contraluz, por exemplo, mas, como nem sempre é possível, a fotografia se torna documental, enfim, são várias as possibilidades. A fotografia educa: transforma uma imagem em conhecimento e emociona, modificando posturas.

É preciso conhecer para preservar, termos equilíbrio em nossos sentimentos a fim de proteger e salvar nosso planeta. Ainda há tempo!

Um grande abraço a todos!

Carlos Prudente

 
Acampamento,Cananéia - 1976
carlos prudente foto 1976

Foto escaneada de um antigo negativo desgastado pelo tempo

 

Trabalhos em Parcerias com Pesquisadores e Institutos

 

Exposições e Palestras

4° SIMPÓSIO DE BIOLOGIA UNISANTA
Biodiversidade da Mata Atlântica - 15/10/1999

carlos prudente unisanta

PARQUE ESTADUAL DO JARAGUÃ
Exposição em comemoração ao Jubileu de Ouro

carlos prudente unisanta
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Matéria em Jornais

Jornal a Tribuna

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